Dose Certa

Idoso precisa de mais proteína? Veja o que considerar

Pessoas idosas podem precisar de mais proteína para preservar músculos e força. Entenda as recomendações e os cuidados na alimentação.
Idosa tomando suplemento de proteína

Com o envelhecimento, o corpo passa por mudanças que podem dificultar a manutenção da massa muscular. Por isso, a ingestão adequada de proteínas ganha importância na alimentação da pessoa idosa.

A proteína participa da formação e da manutenção dos músculos, além de contribuir para a recuperação dos tecidos e o funcionamento do organismo. No entanto, a quantidade necessária varia conforme o peso, o estado nutricional, o nível de atividade física e as condições de saúde.

Por que a necessidade de proteína pode aumentar com a idade?

Ao longo dos anos, o organismo pode responder menos à proteína consumida. Esse processo, conhecido como resistência anabólica, dificulta a formação e a manutenção da massa muscular.

Além disso, a pessoa idosa pode apresentar redução do apetite, alterações na mastigação, dificuldades para engolir ou menor consumo de alimentos. Doenças, internações e períodos de pouca mobilidade também podem acelerar a perda muscular. Por isso, uma alimentação com quantidade adequada de proteínas ajuda a preservar a força, a funcionalidade e a independência.

Quanto de proteína o idoso precisa?

As recomendações variam de acordo com as características de cada pessoa. De forma geral, especialistas indicam que idosos saudáveis podem precisar de aproximadamente 1,0 a 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia.

Em situações de doença aguda ou crônica, desnutrição ou risco de perda muscular, a necessidade pode aumentar para cerca de 1,2 a 1,5 grama por quilo de peso por dia. Esses valores servem como referência e não substituem uma avaliação médica individual. Pessoas com doença renal avançada, por exemplo, podem precisar de uma orientação específica para evitar o consumo excessivo de proteínas.

Como incluir mais proteína na alimentação?

O ideal é distribuir as fontes de proteína ao longo do dia, incluindo opções no café da manhã, almoço, jantar e, quando necessário, nos lanches. A proteína pode estar presente em diferentes alimentos. Entre as opções estão:

  • Ovos
  • Leite, iogurte e queijos
  • Peixes
  • Frango
  • Carnes
  • Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha
  • Tofu e outras preparações à base de soja

Também é importante considerar a textura dos alimentos. Quando existem dificuldades para mastigar ou engolir, preparações macias, desfiadas ou adaptadas podem facilitar o consumo.

Proteína e atividade física caminham juntas

A alimentação adequada contribui para a manutenção dos músculos, mas seus benefícios são potencializados quando existe atividade física orientada.

Exercícios de força, como musculação ou atividades adaptadas, ajudam a estimular a massa muscular e melhorar a força. Caminhadas e outras atividades também podem contribuir para a mobilidade e o condicionamento físico. Antes de iniciar uma nova atividade, especialmente quando existem doenças ou limitações, é importante buscar orientação profissional.

Mais proteína nem sempre significa melhor

Aumentar a quantidade de proteína sem considerar o restante da alimentação pode não ser a melhor estratégia. O organismo também precisa de energia, vitaminas, minerais, fibras e hidratação.

Além disso, suplementos proteicos não são necessários para todas as pessoas idosas. Eles podem ser indicados em situações específicas, como baixo consumo alimentar, perda de peso ou dificuldade para atingir as necessidades nutricionais com a alimentação habitual. A indicação deve ser feita por nutricionista ou outro profissional habilitado, considerando a condição clínica e os objetivos do cuidado.

Quais sinais merecem atenção?

Algumas mudanças podem indicar risco de perda muscular ou inadequação alimentar, como:

  • Perda de peso sem intenção
  • Redução do apetite
  • Cansaço frequente
  • Dificuldade para levantar da cadeira
  • Perda de força
  • Quedas recorrentes
  • Dificuldade para realizar atividades habituais
  • Recuperação lenta após doenças ou internações

Esses sinais precisam de avaliação. A perda de força e de massa muscular não deve ser considerada apenas uma consequência natural e inevitável do envelhecimento.

Conclusão

Pessoas idosas podem precisar de mais proteína para preservar a massa muscular, a força e a funcionalidade. A quantidade ideal depende do peso, da alimentação, da atividade física e das condições de saúde.

Mais importante do que aumentar o consumo por conta própria é manter uma alimentação equilibrada, distribuir as fontes de proteína ao longo do dia e buscar orientação profissional quando houver perda de peso, baixa ingestão alimentar ou doenças associadas.

Fontes:

Ministério da Saúde — Alimentação saudável da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/alimentacao-saudavel

BRASPEN — Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no envelhecimento — https://www.sbnpe.org.br/_files/ugd/a8daef_13e9ef81b44e4f66be32ec79c4b0fbab.pdf

PubMed — Evidence-Based Recommendations for Optimal Dietary Protein Intake in Older People — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23867520/

PubMed — Protein Intake and Exercise for Optimal Muscle Function With Aging — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24814383/

ESPEN — Protein intake and exercise for optimal muscle function with aging — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4208946/

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Dias quentes seguidos por quedas bruscas de temperatura podem exigir mais atenção com a saúde respiratória. Essas mudanças podem favorecer o agravamento de sintomas como tosse, coriza, falta de ar e chiado no peito, principalmente em pessoas com asma, rinite, DPOC ou outras doenças pulmonares.

Além disso, períodos de baixa umidade, poluição do ar e maior permanência em ambientes fechados podem aumentar o desconforto e facilitar a circulação de vírus respiratórios.

Como a mudança de temperatura afeta a respiração?

O ar frio pode ressecar as vias respiratórias e provocar irritação, tosse e sensação de falta de ar. Em pessoas com asma ou DPOC, esse estímulo pode contribuir para o agravamento dos sintomas. Já o calor intenso pode favorecer a desidratação e, quando associado à poluição, aumentar o desconforto respiratório. As variações de umidade também podem influenciar a presença de ácaros, fungos e outros agentes que desencadeiam alergias.

Quem precisa de mais atenção?

Alguns grupos apresentam maior risco de complicações durante períodos de mudanças climáticas, como:

  • Pessoas com asma, DPOC ou rinite alérgica;
  • Idosos;
  • Crianças pequenas;
  • Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares;
  • Indivíduos imunossuprimidos.

Nesses casos, é importante observar mudanças nos sintomas e manter o acompanhamento de saúde.

Quais cuidados ajudam a proteger a saúde respiratória?

Algumas medidas simples podem reduzir o desconforto e ajudar na prevenção:

  • Evite mudanças bruscas de ambiente muito quente para muito frio, quando possível;
  • Mantenha os ambientes limpos e ventilados;
  • Evite fumaça de cigarro, poeira e outros irritantes;
  • Faça a manutenção regular de aparelhos de ar-condicionado;
  • Beba água ao longo do dia;
  • Mantenha a vacinação em dia, conforme a orientação dos serviços de saúde;
  • Siga corretamente o tratamento prescrito para doenças respiratórias;
  • Em dias muito secos, redobre a atenção à hidratação e à qualidade do ar.

A ventilação dos ambientes é importante mesmo nos dias frios. Quando houver uso de ar-condicionado, a limpeza dos filtros também deve estar em dia.

Quando procurar atendimento?

Tosse persistente, falta de ar, chiado intenso, dor no peito, febre prolongada ou piora de uma doença respiratória conhecida merecem avaliação profissional.

Em situações de dificuldade importante para respirar, lábios arroxeados, confusão mental ou piora rápida, procure atendimento de emergência.

Conclusão

A mudança de temperatura pode intensificar sintomas respiratórios, especialmente em pessoas que já apresentam doenças pulmonares ou alergias. Por isso, manter os ambientes ventilados, evitar irritantes, cuidar da hidratação e seguir o tratamento indicado são medidas importantes.

Com atenção aos sinais do corpo e acompanhamento adequado, é possível reduzir os riscos e cuidar melhor da saúde respiratória em diferentes épocas do ano.

Fontes:

Ministério da Saúde — Mudanças Climáticas para Profissionais de Saúde: Guia de Bolso — https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia-ambiental/mudancas-climaticas-para-profissionais-de-saude-guia-de-bolso

Ministério da Saúde — Vírus Sincicial Respiratório — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/v/vsr

Fiocruz — Primavera traz riscos para crianças: especialistas alertam sobre alergias e doenças respiratórias — https://www.iff.fiocruz.br/index.php/pt/?catid=8&id=2039%3Aprimavera-traz-riscos-para-criancas-especialistas-do-iff-fiocruz-alertam-sobre-alergias-e-doencas-respiratorias&view=article

Hospital Alemão Oswaldo Cruz — Mudança de temperatura afeta a saúde: saiba riscos e como se proteger — https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/hospital-na-midia/mudanca-de-temperatura-afeta-a-saude-saiba-riscos-e-como-se-proteger/

Fiocruz — Variáveis meteorológicas e poluição do ar e sua associação com internações respiratórias em crianças — https://periodicos.fiocruz.br/pt-br/node/39692

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A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença neurológica rara, progressiva e grave. Ela faz parte do grupo das doenças priônicas. Essas condições surgem quando determinadas proteínas apresentam um comportamento anormal, especialmente no cérebro.

A DCJ provoca uma deterioração rápida das funções neurológicas e cognitivas. Embora seja pouco frequente, é importante reconhecer seus sinais. Isso porque os sintomas podem se parecer, no início, com os de outras doenças neurológicas.

O que são príons?

Os príons são proteínas que apresentam uma estrutura anormal. Além disso, podem induzir outras proteínas a também se modificarem. Esse processo provoca danos progressivos nas células do sistema nervoso.

Diferentemente de vírus e bactérias, os príons não são organismos vivos. Eles também apresentam grande resistência a determinados processos físicos e químicos. Por isso, situações de possível exposição a tecidos contaminados exigem cuidados específicos.

Quais são os principais sintomas?

A doença pode começar de maneiras diferentes. No entanto, costuma apresentar uma evolução rápida. Entre os sinais e sintomas mais comuns estão:

  • Perda progressiva da memória e de outras funções cognitivas
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais
  • Alterações na linguagem
  • Falta de coordenação motora
  • Tremores e movimentos musculares involuntários
  • Dificuldade para caminhar
  • Alterações visuais
  • Mudanças de comportamento
  • Confusão mental
  • Espasmos musculares, conhecidos como mioclonias

Com o avanço da doença, podem surgir dificuldades importantes de movimento, comunicação e realização de atividades diárias.

A velocidade de evolução é uma das características que diferenciam a DCJ de muitas outras formas de demência. Por isso, um profissional de saúde deve investigar alterações cognitivas que pioram rapidamente.

Quais são as formas da doença?

Forma esporádica

A forma esporádica é a mais comum da DCJ. Ela representa aproximadamente 85% dos casos. Geralmente, não é possível identificar uma causa específica ou uma fonte de transmissão.

Essa forma costuma ocorrer em pessoas mais velhas. Ainda assim, também pode afetar indivíduos de outras faixas etárias.

Forma hereditária

A forma hereditária está relacionada a mutações no gene PRNP, responsável pela produção da proteína priônica. Ela representa uma parcela menor dos casos e pode estar associada ao histórico familiar da doença.

Entretanto, a presença de uma mutação não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá a doença. Por isso, a avaliação genética deve contar com orientação especializada.

Forma iatrogênica

A forma iatrogênica é extremamente rara. Ela pode ocorrer após uma exposição acidental a príons durante determinados procedimentos médicos.

Entre os exemplos estão o uso de instrumentos neurocirúrgicos contaminados e alguns transplantes e produtos biológicos específicos. A adoção de protocolos adequados de biossegurança e descontaminação reduz esse risco.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é contagiosa?

A forma clássica da DCJ não é transmitida pelo contato cotidiano entre pessoas. Não há evidência de transmissão por abraços, beijos, convivência, tosse ou compartilhamento de objetos comuns.

A transmissão iatrogênica está associada a situações médicas muito específicas. Já a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, conhecida como vDCJ, é uma condição diferente. Ela está relacionada à exposição à encefalopatia espongiforme bovina, popularmente chamada de doença da vaca louca.

Por isso, é importante não confundir a DCJ clássica com sua variante. A vDCJ é ainda mais rara e apresenta características clínicas e epidemiológicas distintas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico exige uma avaliação médica detalhada. Portanto, durante a investigação, o profissional considera:

  • Histórico clínico e velocidade de progressão dos sintomas
  • Exame neurológico
  • Ressonância magnética do cérebro
  • Eletroencefalograma
  • Análise do líquido cefalorraquidiano
  • Testes específicos para identificação de alterações relacionadas aos príons

Durante a vida, o diagnóstico pode ser classificado como possível ou provável. Já a confirmação definitiva geralmente depende da análise do tecido cerebral por meio de exame neuropatológico.

Como os sintomas podem se parecer com os de outras demências e doenças neurológicas, a investigação também busca descartar causas alternativas.

Existe tratamento?

Atualmente, não existe cura ou tratamento capaz de interromper a progressão da doença de Creutzfeldt-Jakob.

Por isso, o cuidado busca controlar os sintomas, prevenir complicações e promover conforto e qualidade de vida. O acompanhamento pode envolver neurologistas, equipe multiprofissional, familiares e cuidadores.

Além disso, o suporte emocional e a orientação à família são partes importantes do cuidado.

Conclusão

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma doença priônica rara que provoca alterações neurológicas e cognitivas de evolução rápida. Seus sintomas podem incluir perda de memória, dificuldade de coordenação, alterações de comportamento e movimentos involuntários.

Apesar de grave, a forma clássica da doença não é transmitida pelo contato cotidiano. Diante de sintomas neurológicos que evoluem rapidamente, é fundamental buscar avaliação médica. Assim, será possível investigar as possíveis causas e iniciar o cuidado adequado.

Fontes:

Ministério da Saúde — Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dcj

Ministério da Saúde — Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/v/vdcj

Ministério da Saúde — Doença de Creutzfeldt-Jakob: publicações e protocolos — https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doenca-de-creutzfeldt-jakob

Ministério da Saúde — Notas técnicas e informativas sobre DCJ — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dcj/notas-tecnicas-e-informativas

CDC — Clinical Overview of Creutzfeldt-Jakob Disease — https://www.cdc.gov/creutzfeldt-jakob/hcp/clinical-overview/index.html

CDC — About Prion Diseases — https://www.cdc.gov/prions/about/index.html

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Apostas online podem afetar a saúde mental e financeira
Saiba como as apostas online podem afetar a saúde mental, o orçamento e os relacionamentos, além de conhecer os sinais de uso problemático.

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As apostas online, conhecidas popularmente como bets, ganharam espaço na rotina de muitas pessoas. Com acesso fácil pelo celular e funcionamento durante todo o dia, elas podem parecer uma forma de entretenimento ou uma oportunidade de ganhar dinheiro.

No entanto, quando deixam de ser uma atividade ocasional e passam a ocupar grande parte da rotina, podem causar prejuízos emocionais, financeiros, familiares e profissionais.

Como as apostas podem afetar a saúde mental?

O uso problemático das apostas está relacionado à dificuldade de controlar o impulso de jogar, mesmo quando a pessoa percebe consequências negativas.

A expectativa de ganhar, a frustração com as perdas e a tentativa de recuperar o dinheiro podem criar um ciclo difícil de interromper. Com o tempo, isso pode aumentar a ansiedade, a irritabilidade, a culpa e o sofrimento emocional. Entre os possíveis impactos estão:

  • Preocupação constante com apostas e resultados
  • Dificuldade para dormir ou mudanças no humor
  • Ansiedade e irritabilidade quando não é possível apostar
  • Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas
  • Isolamento social
  • Conflitos com familiares e amigos
  • Uso de apostas como forma de fugir de problemas ou aliviar emoções negativas

O Ministério da Saúde alerta que o jogo problemático pode comprometer a qualidade de vida e estar associado a sintomas de ansiedade, depressão, culpa e isolamento social.

O impacto das apostas na vida financeira

Apostar também podem afetar diretamente o orçamento pessoal e familiar. Como os resultados dependem do acaso, não existe garantia de lucro. Mesmo após uma sequência de ganhos, novas apostas podem levar a perdas expressivas.

Um dos principais riscos é tentar recuperar o dinheiro perdido apostando novamente. Essa atitude pode aumentar os gastos e fazer com que a pessoa comprometa recursos destinados a necessidades básicas. Entre os sinais de prejuízo financeiro estão:

  • Atraso no pagamento de contas
  • Uso do cartão de crédito ou empréstimos para apostar
  • Comprometimento do dinheiro destinado a alimentação, aluguel e transporte
  • Venda de bens para continuar jogando
  • Ocultação de gastos da família
  • Acúmulo de dívidas
  • Dificuldade para manter o planejamento financeiro

O problema não está apenas no valor apostado, mas também na perda de controle sobre o dinheiro e no impacto que essa prática causa na vida cotidiana.

Quando o entretenimento se transforma em problema?

Nem toda pessoa que aposta desenvolve um transtorno. O sinal de alerta aparece quando a atividade deixa de ser controlada e começa a prejudicar outras áreas da vida. Algumas situações merecem atenção:

  • Apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado
  • Pensar frequentemente em jogos e apostas
  • Aumentar os valores apostados para tentar sentir a mesma emoção
  • Tentar recuperar perdas com novas apostas
  • Mentir sobre o tempo ou o dinheiro gasto
  • Deixar de cumprir compromissos pessoais, profissionais ou financeiros
  • Continuar apostando mesmo diante de prejuízos
  • Sentir ansiedade, culpa ou irritação ao tentar parar

Esses sinais não devem ser tratados como falta de caráter ou de força de vontade. O transtorno do jogo é uma condição de saúde que pode precisar de acompanhamento profissional.

O que fazer diante dos primeiros sinais?

Reconhecer o problema é um passo importante. A pessoa pode começar estabelecendo limites claros, evitando apostar com dinheiro destinado a despesas essenciais e interrompendo o acesso às plataformas. Também é importante:

  • Não tentar recuperar perdas por meio de novas apostas
  • Conversar com alguém de confiança
  • Organizar as dívidas e o orçamento
  • Evitar o uso de crédito para apostar
  • Utilizar ferramentas de limite ou autoexclusão oferecidas pelas plataformas
  • Buscar orientação de profissionais de saúde

No Brasil, o Ministério da Saúde orienta que pessoas com problemas relacionados a apostas e seus familiares procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), quando necessário.

Existe ajuda pelo SUS?

Sim. O SUS oferece acolhimento e acompanhamento para pessoas afetadas pelo uso problemático de jogos e apostas. O atendimento pode começar na UBS, onde a pessoa recebe orientação e avaliação inicial. Conforme a necessidade, ela pode ser encaminhada para serviços especializados da Rede de Atenção Psicossocial.

O Ministério da Saúde também disponibiliza um teleatendimento em saúde mental para apostadores e familiares. O acesso pode ser feito pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital, na opção relacionada a problemas com jogos de apostas.

A autoexclusão pode ajudar?

A autoexclusão é uma ferramenta que permite solicitar o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas. A medida pode ajudar quem precisa interromper o contato com os jogos e reduzir os estímulos que incentivam novas apostas.

A Plataforma Centralizada de Autoexclusão do Ministério da Fazenda permite bloquear, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas, impedir a abertura de novas contas com o CPF cadastrado e interromper o envio de publicidade direcionada. A ferramenta é importante, mas não substitui o acompanhamento profissional quando já existem prejuízos emocionais, financeiros ou familiares.

Conclusão

Os jogos de aposta online podem parecer uma atividade de lazer, mas o uso frequente ou sem controle pode afetar a saúde mental, o orçamento, os relacionamentos e a qualidade de vida. Preocupação constante com o jogo, tentativa de recuperar perdas, dívidas e dificuldade para parar são sinais que merecem atenção. Buscar ajuda cedo pode evitar que os prejuízos aumentem e facilitar a retomada de uma rotina mais equilibrada.

Fontes:

Ministério da Saúde — Saúde Mental: Não Aposte Sua Saúde — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental/nao-aposte-sua-saude

Ministério da Saúde — Campanha orienta sobre riscos das apostas online e atendimento em saúde mental no SUS — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/julho/campanha-do-ministerio-da-saude-orienta-sobre-riscos-das-apostas-online-e-atendimento-em-saude-mental-no-sus

Ministério da Fazenda — Jogo Responsável — https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/secretaria-de-premios-e-apostas/jogo-responsavel/jogo-responsavel/

Ministério da Fazenda — Secretaria de Prêmios e Apostas — https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/secretaria-de-premios-e-apostas/secretaria-de-premios-e-apostas/

Ministério da Saúde — Notas técnicas sobre jogos de aposta e saúde mental — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental/nao-aposte-sua-saude/notas-tecnicas

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Quem toma Venvanse pode beber? Entenda os riscos
Entenda os riscos da combinação entre Venvanse e bebidas alcoólicas. Saiba por que o consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento.

Quem toma Venvanse pode beber? Entenda os riscos

Entenda os riscos da combinação entre Venvanse e bebidas alcoólicas. Saiba por que o consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento.
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Resposta rápida

Quem toma Venvanse pode beber álcool?

Quem toma Venvanse deve evitar o consumo de álcool. A combinação pode aumentar a preocupação com efeitos cardiovasculares e dificultar a percepção dos efeitos de ambas as substâncias. O consumo de álcool durante o tratamento deve ser evitado, e qualquer dúvida deve ser discutida com médico ou farmacêutico.

Se você faz tratamento com Venvanse deve ter cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas. O medicamento tem como princípio ativo a lisdexanfetamina, um estimulante do sistema nervoso central que pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial.

O que é o Venvanse?

Venvanse é um medicamento à base de dimesilato de lisdexanfetamina. Ele é utilizado no tratamento do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e do transtorno de compulsão alimentar (TCA) em adultos.

Por atuar no sistema nervoso central, o medicamento pode provocar efeitos como aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial, ansiedade, insônia, tontura e náusea.

O que pode acontecer ao misturar Venvanse e álcool?

Os riscos podem variar de acordo com a dose do medicamento, a quantidade de álcool consumida, outros medicamentos utilizados e as condições de saúde de cada pessoa.

O Venvanse pode aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca, enquanto o álcool interfere no funcionamento do sistema nervoso central. A combinação pode dificultar a percepção dos efeitos de cada substância e aumentar a possibilidade de efeitos indesejados.

Por isso, não é possível estabelecer uma quantidade de álcool que seja segura para todas as pessoas que utilizam Venvanse.

Quem toma Venvanse deve evitar álcool?

A recomendação mais segura é conversar com o médico antes de consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento.

Esse cuidado é especialmente importante para pessoas que apresentam pressão alta, problemas cardiovasculares ou histórico de abuso ou dependência de álcool ou outras substâncias.

A bula do medicamento orienta que o médico seja informado sobre histórico de uso abusivo ou dependência de álcool, medicamentos de prescrição ou drogas.

E se a pessoa já tiver bebido?

Quem utiliza Venvanse e consumiu álcool não deve alterar a dose, interromper o tratamento ou tomar uma dose adicional por conta própria.

Se surgirem sintomas, como dor no peito, falta de ar, desmaio, batimentos cardíacos muito acelerados ou alterações importantes do estado mental, é necessário procurar atendimento médico.

Venvanse pode causar dependência?

A lisdexanfetamina é um estimulante e apresenta potencial de abuso, uso indevido e dependência. Por isso, o medicamento deve ser utilizado somente com prescrição e acompanhamento profissional.

O histórico de consumo de álcool ou outras substâncias deve ser informado ao médico, pois essa informação pode ser importante para avaliar os riscos e definir a melhor conduta.

Em resumo

Quem toma Venvanse deve evitar bebidas alcoólicas. A combinação pode aumentar a preocupação com efeitos cardiovasculares e interferir na percepção dos efeitos do medicamento e do álcool. Mesmo que a bula não estabeleça uma interação específica entre Venvanse e álcool, isso não deve ser interpretado como indicação de que a combinação é segura.

Durante o tratamento, siga a prescrição médica, não altere a dose por conta própria e evite o consumo de álcool. Em caso de dúvida, converse com o profissional que acompanha o tratamento.

Fontes:

Anvisa – Bulário Eletrônico: Venvanse (lisdexanfetamina) — https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=venvanse

Anvisa – Como acessar o Bulário Eletrônico — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/como-acessar-o-bulario-eletronico

Anvisa – Perguntas e respostas sobre bulas — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/perguntas-e-respostas-sobre-bulas

Conitec – Dimesilato de lisdexanfetamina para adultos com TDAH — https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2021/20210319_relatorio_cp_19_lisdexanfetamina_tdah.pdf

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