Doença renal crônica: sinais que muitas pessoas ignoram
A doença renal crônica (DRC) afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, em muitos casos, evolui de forma silenciosa. Nas fases iniciais, é comum que a pessoa não apresente sintomas ou perceba apenas sinais discretos, o que pode atrasar o diagnóstico.
Reconhecer essas mudanças e manter o acompanhamento médico, especialmente quando há fatores de risco, é importante para identificar a doença precocemente e reduzir o risco de complicações.
O que é a doença renal crônica?
A doença renal crônica é caracterizada pela perda gradual da função dos rins ao longo do tempo. Os rins desempenham funções essenciais para o organismo, como filtrar o sangue, eliminar resíduos pela urina, ajudar no controle da pressão arterial e manter o equilíbrio de líquidos e minerais.
Quando essa função diminui de forma persistente, podem surgir alterações que afetam diferentes sistemas do organismo.
Quais sinais podem passar despercebidos?
Nas fases iniciais, a DRC pode não causar sintomas. Quando eles aparecem, alguns dos sinais mais comuns incluem:
- Inchaço nos pés, tornozelos ou pernas;
- Cansaço persistente;
- Alterações na quantidade ou na aparência da urina;
- Urinar com mais frequência durante a noite;
- Falta de apetite;
- Coceira persistente;
- Dificuldade de concentração.
Esses sintomas podem estar relacionados a diversas condições de saúde e não significam, por si só, a presença de doença renal. No entanto, quando persistem, merecem avaliação médica.
Quem tem maior risco?
Algumas pessoas apresentam maior risco de desenvolver doença renal crônica, especialmente aquelas que têm:
- Diabetes;
- Hipertensão arterial;
- Histórico familiar de doença renal;
- Doença cardiovascular;
- Idade avançada.
Pessoas desses grupos podem se beneficiar de avaliações periódicas da função dos rins, conforme orientação médica.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico geralmente envolve a avaliação clínica e exames laboratoriais como o de sangue e urina. Esses exames ajudam a identificar alterações na função renal mesmo antes do aparecimento de sintomas.
É possível retardar a progressão da doença?
Embora a doença renal crônica nem sempre possa ser revertida, o tratamento adequado pode retardar sua progressão e reduzir o risco de complicações. As medidas podem incluir:
- Controle da pressão arterial;
- Controle do diabetes, quando presente;
- Alimentação equilibrada;
- Prática regular de atividade física;
- Não fumar;
- Uso correto dos medicamentos prescritos e acompanhamento médico.
O tratamento é individualizado e depende da causa e do estágio da doença.
Em resumo
A doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa, tornando o diagnóstico precoce um dos principais aliados para preservar a função dos rins. Pessoas com fatores de risco, como diabetes e hipertensão, devem manter o acompanhamento médico e realizar os exames recomendados.
Ao perceber sintomas persistentes ou alterações na urina, procure avaliação médica. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as possibilidades de controlar sua evolução.
Fontes:
Ministério da Saúde – Doenças Renais Crônicas – https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/drc
Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) – Doença Renal Crônica – https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/kidney-disease
KDIGO – Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease – https://kdigo.org/guidelines/ckd-evaluation-and-management/
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Kidney health – https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/kidney-disease
Suplementação para idosos: quando faz sentido?
Com o envelhecimento, algumas mudanças podem afetar o apetite, a alimentação e a absorção de nutrientes. Por isso, é comum surgir a dúvida sobre a necessidade de usar vitaminas, minerais, proteínas ou outros suplementos.
Mas suplementação não é necessária para todas as pessoas idosas. A indicação depende da alimentação, do estado nutricional, das condições de saúde e das necessidades individuais.
Quando a suplementação pode fazer sentido?
Um suplemento pode ser considerado quando a alimentação não consegue fornecer determinados nutrientes em quantidade suficiente ou quando existe uma necessidade identificada por avaliação profissional. Algumas situações que podem exigir atenção incluem:
- Perda de peso ou redução importante do apetite;
- Alimentação insuficiente ou muito restritiva;
- Dificuldade para mastigar ou engolir;
- Deficiências nutricionais identificadas em avaliação;
- Maior necessidade de determinados nutrientes em situações específicas;
- Recuperação de doenças ou períodos de maior fragilidade.
Nesses casos, um médico ou nutricionista pode avaliar a necessidade de suplementação e indicar o produto, a quantidade e o período de uso mais adequados.
Proteínas também podem precisar de atenção
A ingestão adequada de proteínas ganha importância durante o envelhecimento porque ajuda na manutenção da massa muscular.
Para idosos saudáveis, recomendações internacionais costumam considerar uma ingestão de aproximadamente 1,0 a 1,2 g de proteína por quilo de peso corporal por dia, podendo ser maior em algumas situações, como doença, recuperação ou risco de desnutrição.
Isso não significa que toda pessoa idosa precise tomar suplemento proteico. O primeiro passo é avaliar se a alimentação já fornece a quantidade necessária.
E vitaminas e minerais?
Vitamina D, vitamina B12, cálcio, ferro e outros nutrientes podem receber atenção especial em determinadas situações, mas a necessidade de suplementação varia de pessoa para pessoa.
Por exemplo, a deficiência de vitamina B12 pode estar relacionada a alterações na absorção e ao uso prolongado de alguns medicamentos. Já a vitamina D pode exigir avaliação individual considerando idade, exposição solar, alimentação e outros fatores.
Por isso, tomar vitaminas por conta própria não é a melhor estratégia. Exames e avaliação profissional podem ajudar a identificar quando existe realmente uma necessidade.
Suplemento não substitui uma alimentação equilibrada
Mesmo quando indicado, o suplemento deve complementar a alimentação, e não substituir uma dieta variada. Frutas, verduras, legumes, feijões, cereais, ovos, carnes, leite e outros alimentos podem fornecer diferentes nutrientes importantes para a saúde. A alimentação deve ser adaptada às necessidades e condições de cada pessoa.
Atenção aos medicamentos
Pessoas idosas frequentemente utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo. Por isso, antes de iniciar qualquer suplemento, é importante informar ao médico ou nutricionista todos os medicamentos e outros produtos utilizados.
Alguns suplementos podem interferir na absorção ou no efeito de medicamentos, além de aumentar a ingestão de determinados nutrientes além do necessário.
Como saber se um suplemento é realmente necessário?
A avaliação deve considerar o conjunto de fatores que influenciam a alimentação e o estado nutricional, como peso, apetite, rotina alimentar, doenças, medicamentos e resultados de exames quando indicados. Em vez de escolher um suplemento apenas pela idade ou por propagandas, o ideal é buscar orientação profissional.
Conclusão
A suplementação pode fazer sentido para algumas pessoas idosas, mas não deve ser tratada como uma necessidade automática do envelhecimento. Deficiências nutricionais, alimentação insuficiente, perda de peso e necessidades específicas são algumas situações que podem levar à indicação de suplementos.
O mais importante é avaliar cada caso individualmente e lembrar que uma alimentação equilibrada continua sendo a principal fonte de nutrientes.
Fontes:
Ministério da Saúde — Alimentação saudável da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/alimentacao-saudavel
Ministério da Saúde — Guia Alimentar para a População Brasileira — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf
PROT-AGE Study Group — Evidence-based recommendations for optimal dietary protein intake in older people — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23867520/
ESPEN — Evidence-based recommendations for nutritional care of older people — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4208946/
National Institute on Aging — Dietary Supplements for Older Adults — https://www.nia.nih.gov/health/healthy-eating-nutrition-and-dietary-supplements/dietary-supplements-older-adults
Como organizar consultas, exames e medicamentos?
Quem precisa acompanhar uma ou mais condições de saúde pode ter uma rotina cheia de consultas, exames, receitas e medicamentos. Sem organização, fica mais fácil esquecer um horário, perder uma informação importante ou deixar de levar um exame para uma consulta.
Ter uma rotina organizada não substitui o acompanhamento profissional, mas pode facilitar o cuidado e contribuir para um tratamento mais seguro. O Ministério da Saúde destaca a importância de manter as informações de saúde atualizadas, esclarecer dúvidas e participar das decisões relacionadas ao cuidado.
Mantenha uma lista atualizada dos medicamentos
Anote os medicamentos utilizados, com nome, dose, horário e frequência indicados pelo profissional de saúde. Também registre medicamentos de uso eventual, suplementos e informações sobre alergias. Levar essa lista para consultas pode ajudar o profissional a conhecer melhor o tratamento em andamento. A Anvisa reforça que informações completas e claras sobre os medicamentos são importantes para a segurança do paciente.
Organize consultas e exames em um único lugar
Uma agenda física ou digital pode ajudar a concentrar compromissos relacionados à saúde. Além da data e do horário da consulta, vale registrar:
- Nome do profissional ou especialidade;
- Local do atendimento;
- Exames que precisam ser realizados;
- Data e horário dos exames;
- Orientações importantes para o preparo;
- Data prevista para retorno.
Sempre que possível, mantenha os resultados de exames anteriores organizados para facilitar o acompanhamento ao longo do tempo.
Crie lembretes para medicamentos e consultas
Alarmes no celular, calendários e aplicativos podem ajudar a lembrar horários de medicamentos, consultas e exames. Para quem utiliza vários medicamentos, estabelecer uma rotina pode facilitar a identificação dos horários. O importante é que a organização respeite exatamente a prescrição recebida.
Se houver dúvida sobre dose, horário ou forma de utilização, consulte o profissional responsável ou a bula. A Anvisa disponibiliza gratuitamente o Bulário Eletrônico com informações sobre medicamentos.
Separe os documentos e informações importantes
Ter um local específico para guardar receitas, resultados de exames, laudos e outros documentos de saúde evita que informações importantes sejam perdidas.
Uma pasta física ou uma pasta digital pode ser suficiente. O mais importante é conseguir encontrar rapidamente o que for necessário durante uma consulta. Também vale manter contatos dos profissionais e serviços de saúde utilizados.
Prepare-se antes da consulta
Antes de sair de casa, confira se está levando os documentos e informações necessários. Pode ser útil anotar previamente:
- Dúvidas que deseja esclarecer;
- Sintomas ou mudanças percebidas;
- Medicamentos utilizados;
- Efeitos indesejados observados;
- Exames recentes;
- Informações sobre mudanças no tratamento.
Durante a consulta, não tenha receio de perguntar quando algo não estiver claro. A participação do paciente e dos familiares é uma das estratégias incentivadas pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente.
Evite mudanças por conta própria
A organização da rotina deve ajudar a seguir o tratamento, e não substituir a orientação profissional. Não interrompa, troque ou altere a dose de um medicamento por conta própria. Se houver dificuldade para seguir os horários, efeitos indesejados ou dúvidas sobre o tratamento, converse com o profissional responsável.
Também é importante informar aos profissionais sobre todos os medicamentos utilizados, inclusive aqueles que não exigem receita.
Quando a rotina fica mais complexa
Para quem utiliza muitos medicamentos ou precisa de acompanhamento com diferentes profissionais, centralizar as informações pode fazer ainda mais diferença. Familiares e cuidadores também podem ajudar na organização, especialmente quando a pessoa tem dificuldade para lembrar compromissos ou administrar a rotina de cuidados.
A segurança do tratamento depende de diferentes etapas, desde a prescrição até o uso do medicamento. Por isso, manter as informações organizadas e compartilhá-las com a equipe de saúde pode contribuir para reduzir riscos.
Organização também é uma forma de cuidado
Não é necessário criar uma rotina complicada. Uma agenda, uma lista atualizada de medicamentos e um local para guardar exames e receitas já podem facilitar bastante o acompanhamento. O mais importante é encontrar uma forma de organização que seja simples, acessível e fácil de manter no dia a dia.
Conclusão
Organizar consultas, exames e medicamentos pode tornar a rotina de cuidados mais simples e segura. Manter uma lista atualizada de medicamentos, usar lembretes, guardar documentos e preparar as informações antes das consultas são medidas que ajudam a evitar esquecimentos e facilitar a comunicação com os profissionais de saúde. Mais do que controlar datas e horários, a organização permite acompanhar o próprio cuidado de forma mais ativa e consciente.
Fontes:
Ministério da Saúde — Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/dia-mundial-da-seguranca-do-paciente-veja-como-reduzir-riscos-no-tratamento-de-doencas-cronicas
Ministério da Saúde — Segurança do Paciente — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente
Anvisa — Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/protocolo-de-seguranca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos
Anvisa — Perguntas e respostas sobre bulas — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/perguntas-e-respostas-sobre-bulas
Anvisa — Como acessar o Bulário Eletrônico? — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/como-acessar-o-bulario-eletronico
Creatina além dos músculos: o que a ciência já sabe
Se você já ouviu falar de creatina, sabe que é conhecida principalmente por seu papel no desempenho físico e na manutenção da massa muscular. Porém, pesquisas recentes também investigam possíveis efeitos da substância em outras áreas, especialmente na função cerebral.
Os resultados são promissores, mas ainda não permitem afirmar que a creatina previna ou trate doenças neurológicas. Os possíveis benefícios dependem da população estudada e ainda precisam ser confirmados por pesquisas de maior qualidade.
A creatina pode beneficiar o cérebro?
O cérebro também utiliza creatina para produzir e armazenar energia. Por isso, pesquisadores estudam se a suplementação poderia influenciar funções como memória, atenção e velocidade de processamento.
Uma revisão sistemática publicada em 2024, que reuniu 16 estudos com 492 participantes, encontrou possíveis benefícios principalmente para memória e alguns aspectos da atenção e do processamento de informações. No entanto, os autores destacam que ainda são necessários estudos maiores para confirmar esses resultados.
Outra revisão, específica sobre pessoas mais velhas, encontrou uma possível relação entre creatina e desempenho cognitivo, especialmente em memória e atenção. Porém, os próprios pesquisadores classificaram as evidências como limitadas e apontaram a necessidade de estudos clínicos mais robustos.
E durante o envelhecimento?
Além da preservação da massa muscular, a creatina vem sendo estudada como parte das estratégias para manter a capacidade funcional durante o envelhecimento.
Uma revisão com 33 estudos e mais de mil participantes encontrou resultados favoráveis para alguns indicadores de função física em adultos mais velhos e pessoas com doenças crônicas.
Quando associada ao treinamento de força, a suplementação pode contribuir para ganhos de massa muscular, força e capacidade funcional em pessoas idosas.
A creatina melhora a memória?
Ainda não é possível afirmar que a creatina melhora a memória de todas as pessoas. Algumas pesquisas encontraram resultados positivos, mas outras apresentam resultados inconclusivos. Uma revisão publicada em 2024, por exemplo, considerou os efeitos sobre a cognição como ainda pouco consistentes.
Por isso, a creatina não deve ser utilizada como tratamento para perda de memória, demência ou outras doenças neurológicas sem indicação profissional.
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Creatina Hardcore Integralmedica 150g R$59Creatina Hardcore é um suplemento alimentar da Integralmedica derivado de aminoácido, que contribui com a produção de energia, proporcionando treinos com mais força e disposição.
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Creatina Lavitan 100 cápsulas R$89A Creatina Lavitan é um suplemento alimentar em cápsulas, composto por creatina monohidratada de alta qualidade, destinado a pessoas que buscam melhorar o desempenho físico e muscular.
A creatina é segura?
A creatina monohidratada apresenta um bom histórico de segurança quando utilizada adequadamente por pessoas saudáveis. Estudos também não encontraram evidências de prejuízo da função renal em indivíduos saudáveis.
Isso não significa que a suplementação seja indicada para todos. Pessoas com doença renal ou outras condições de saúde devem conversar com um profissional antes de utilizar o suplemento.
Creatina substitui uma alimentação saudável?
Não. A suplementação não substitui uma alimentação equilibrada nem a prática de atividade física. Quando indicada, a creatina deve fazer parte de uma estratégia individualizada, considerando alimentação, rotina de exercícios, idade, objetivos e condições de saúde.
Conclusão
Além de seus efeitos conhecidos sobre músculos e desempenho físico, a creatina vem sendo estudada por possíveis benefícios relacionados à função cerebral e à capacidade funcional durante o envelhecimento.
Apesar dos resultados promissores, as evidências sobre cognição ainda são limitadas. Por isso, a suplementação deve ser avaliada individualmente e não deve ser apresentada como forma de prevenir ou tratar doenças neurológicas.
Fontes:
PubMed — The effects of creatine supplementation on cognitive function in adults: a systematic review and meta-analysis — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39070254/
PubMed — Creatine and Cognition in Aging: A Systematic Review of Evidence in Older Adults — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40971619/
PubMed — Creatine supplementation research fails to support the theoretical basis for an effect on cognition — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38582412/
PubMed — Creatine supplementation for optimization of physical function in the patient at risk of functional disability — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38417175/
PubMed — Effects of Creatine Monohydrate Supplementation on Muscle, Bone and Brain: Hope or Hype for Older Adults? — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39509039/
PubMed — International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28615996/
Quem toma Amitriptilina pode beber? Entenda os riscos
Quem toma Amitriptilina deve ter cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas. A combinação pode aumentar os efeitos sedativos do medicamento, provocando mais sonolência, tontura e redução da atenção.
A Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico que também pode ser utilizada em algumas situações para o tratamento de dores crônicas. Por isso, o uso deve seguir sempre a orientação de um profissional de saúde.
Amitriptilina e álcool podem ser combinados?
A recomendação é evitar o consumo de álcool durante o tratamento com Amitriptilina. A bula do medicamento informa que a Amitriptilina pode potencializar a resposta ao álcool e os efeitos de outras substâncias que deprimem o sistema nervoso central. Isso pode intensificar a sonolência e outros efeitos causados pelo medicamento.
O NHS também orienta que o álcool pode aumentar a sonolência causada pela Amitriptilina e recomenda evitar bebidas alcoólicas até que a pessoa saiba como o medicamento afeta seu organismo.
Quais são os riscos de misturar Amitriptilina e álcool?
A combinação pode intensificar alguns efeitos que já podem ocorrer durante o tratamento, como:
- Sonolência excessiva;
- Tontura;
- Redução da atenção;
- Dificuldade de concentração;
- Alteração da coordenação motora.
Esses efeitos podem aumentar o risco de acidentes, principalmente ao dirigir, operar máquinas ou realizar atividades que exigem atenção. A Amitriptilina, por si só, já pode causar sonolência e tontura em algumas pessoas.
O risco é maior no início do tratamento?
Pode ser. A resposta ao medicamento varia entre as pessoas, e alguns efeitos podem ser mais perceptíveis no início do tratamento ou após mudanças na dose. Por isso, é especialmente importante evitar o álcool enquanto o organismo se adapta à Amitriptilina e seguir as orientações do médico ou farmacêutico.
E se eu já tiver bebido?
Se você estiver tomando Amitriptilina e tiver consumido álcool, evite dirigir ou realizar atividades que exijam atenção e observe como está se sentindo.
Em caso de sonolência intensa, desmaio, confusão, dificuldade para respirar ou outros sintomas importantes, procure atendimento médico.
Não interrompa nem altere a dose da Amitriptilina por conta própria para consumir álcool. O tratamento deve ser ajustado somente com orientação profissional.
Conclusão
A combinação de Amitriptilina e álcool pode aumentar os efeitos sedativos do medicamento, como sonolência e tontura. Por segurança, a indicação é evitar bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Se houver dúvidas sobre o consumo de álcool ou sobre possíveis interações com outros medicamentos, converse com o médico ou farmacêutico responsável pelo tratamento.
Fontes:
Bula do Cloridrato de Amitriptilina – Drogasil: https://www.drogasil.com.br/bulas/cloridrato-de-amitriptilina
NHS – Amitriptyline for depression: common questions: https://www.nhs.uk/medicines/amitriptyline-for-depression/common-questions-about-amitriptyline-for-depression/
NHS – Amitriptyline for pain and migraine: common questions: https://www.nhs.uk/medicines/amitriptyline-for-pain/common-questions-about-amitriptyline-for-pain-and-migraine/
MedlinePlus – Amitriptyline: https://medlineplus.gov/druginfo/meds/a682388.html