Trombose: fatores de risco, sintomas e como prevenir
A trombose acontece quando um coágulo sanguíneo se forma dentro de um vaso e dificulta ou bloqueia a circulação. A forma mais comum é a trombose venosa profunda (TVP), que geralmente afeta veias das pernas.
A condição pode ocorrer em diferentes situações, como após cirurgias ou períodos prolongados de imobilidade. Quando um coágulo se desprende e chega aos pulmões, pode provocar uma embolia pulmonar, uma complicação potencialmente grave.
Conhecer os fatores de risco, reconhecer os sinais de alerta e adotar medidas preventivas ajuda a reduzir os riscos e favorece a busca por atendimento no momento adequado.
Quais são os fatores de risco da trombose?
A trombose pode ocorrer por diferentes motivos. Alguns fatores aumentam a probabilidade de formação de coágulos, especialmente quando estão associados. Entre os principais estão:
- Imobilidade prolongada: permanecer sentado ou deitado por muito tempo, como durante internações ou viagens longas.
- Cirurgias e hospitalizações: especialmente quando há recuperação com mobilidade reduzida.
- Gravidez e pós-parto: alterações naturais do organismo aumentam a tendência à coagulação.
- Uso de hormônios: alguns anticoncepcionais e tratamentos hormonais podem elevar o risco.
- Câncer e determinadas doenças crônicas: algumas condições podem favorecer a formação de coágulos.
- Idade avançada, sobrepeso e obesidade: podem aumentar o risco, principalmente quando associados a outros fatores.
- Histórico pessoal ou familiar: ter tido trombose anteriormente ou apresentar predisposição hereditária pode elevar a probabilidade de novos episódios.
- Tabagismo: contribui para riscos cardiovasculares e pode agravar outros fatores associados.
Ter um ou mais desses fatores não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá trombose. A avaliação do risco depende do conjunto de condições individuais.
Quais são os sintomas da trombose?
A trombose venosa profunda pode não provocar sintomas em algumas pessoas. Quando eles aparecem, os sinais mais comuns incluem:
- Inchaço, geralmente em uma das pernas.
- Dor ou sensibilidade, principalmente na panturrilha.
- Aumento da temperatura na região afetada.
- Vermelhidão ou alteração da coloração da pele.
- Sensação de rigidez ou desconforto muscular.
Esses sinais também podem ocorrer em outras condições, por isso não confirmam o diagnóstico sozinhos. Se houver suspeita de trombose, procure atendimento médico rapidamente.
Atenção: falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue, tontura intensa ou desmaio podem indicar embolia pulmonar. Nesses casos, procure atendimento de emergência imediatamente.
Como prevenir a trombose?
Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir o risco.
1. Movimente-se regularmente
Evite permanecer sentado ou deitado por períodos prolongados sem necessidade. Durante viagens longas, quando possível, levante-se para caminhar e movimente os pés e as pernas enquanto estiver sentado. Após cirurgias ou internações, siga as orientações da equipe de saúde sobre quando e como retomar os movimentos.
2. Pratique atividade física
Caminhadas e outras atividades adequadas à condição física ajudam a manter a circulação e contribuem para a saúde geral. O importante é escolher uma prática segura e manter regularidade.
3. Mantenha hábitos saudáveis
Uma alimentação equilibrada, o controle do peso e a interrupção do tabagismo contribuem para a saúde vascular e para a redução de outros fatores de risco.
Manter uma boa hidratação também é importante, especialmente em situações de calor ou viagens. A quantidade de líquidos deve considerar as necessidades individuais e eventuais restrições médicas.
4. Converse com um profissional sobre medicamentos e fatores de risco
Se você já teve trombose, vai passar por uma cirurgia, está grávida ou utiliza medicamentos hormonais, converse com um profissional de saúde sobre as medidas preventivas adequadas.
Anticoagulantes e meias de compressão podem ser indicados em situações específicas, mas não devem ser utilizados por conta própria. A necessidade depende do risco individual e da avaliação clínica.
Como a trombose é diagnosticada e tratada?
O diagnóstico considera os sintomas, o histórico de saúde e a avaliação médica. Dependendo do caso, podem ser solicitados exames de sangue e ultrassonografia vascular, entre outros.
Quando confirmada, a trombose precisa de tratamento adequado para impedir o crescimento do coágulo, reduzir o risco de complicações e prevenir novos episódios. Os anticoagulantes são frequentemente utilizados, conforme a indicação médica.
Não tente tratar uma possível trombose em casa nem inicie medicamentos por conta própria. A avaliação rápida é importante para definir a conduta correta.
Informação e prevenção ajudam a proteger a saúde
A trombose pode afetar pessoas com diferentes perfis, mas conhecer os fatores de risco e reconhecer os sintomas ajuda a identificar situações que precisam de atenção.
Movimentar-se regularmente, manter hábitos saudáveis e buscar orientação antes de cirurgias ou tratamentos que aumentem o risco são medidas importantes. Diante de sinais suspeitos, procurar atendimento médico rapidamente pode fazer diferença na prevenção de complicações.
Fontes:
Ministério da Saúde — Trombose:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/trombose
Ministério da Saúde — Formas e causas da trombose:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/trombose/formas-e-causas
Ministério da Saúde — É possível prevenir a trombose?:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/trombose/mitos-e-verdades/e-possivel-prevenir-a-trombose
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde — Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose 2026:
https://bvsms.saude.gov.br/16-9-dia-nacional-de-combate-e-prevencao-a-trombose-2026/
Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular — Diretrizes sobre trombose venosa profunda:
https://www.scielo.br/j/jvb/a/QrkKryFq4fDkCHZPLBbgpdJ/?lang=pt
Projeto busca aprimorar o atendimento a pessoas com câncer
Um projeto de lei em análise no Senado Federal busca aprimorar o atendimento às pessoas com câncer no Brasil. A proposta pretende facilitar o acesso ao diagnóstico, reduzir atrasos no início do tratamento e fortalecer o acompanhamento dos pacientes ao longo da jornada oncológica.
O Projeto de Lei (PL) 4.272/2021 altera a legislação que instituiu o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer, criado pela Lei nº 14.758/2023. O texto está em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
O que é a navegação do paciente com câncer?
A navegação do paciente é uma estratégia de acompanhamento individualizado que busca identificar e superar obstáculos que dificultam o acesso aos serviços de saúde. Na prática, esse acompanhamento pode ajudar a pessoa a passar pelas etapas de investigação da doença, confirmação do diagnóstico, definição do tratamento e continuidade dos cuidados.
As barreiras podem envolver dificuldades de acesso aos serviços, questões sociais e econômicas, falta de informação ou obstáculos logísticos. A proposta busca fortalecer ações para que esses fatores não atrasem o atendimento.
O que o projeto pretende melhorar?
Entre os principais pontos previstos estão:
- Capacitação dos profissionais de saúde: fortalecer o treinamento de equipes envolvidas no cuidado oncológico, especialmente profissionais de enfermagem.
- Busca ativa de pacientes: ampliar estratégias para identificar e acompanhar pessoas que precisam dar continuidade à investigação ou ao tratamento.
- Acesso mais rápido ao diagnóstico: reduzir obstáculos que podem atrasar a confirmação da doença.
- Atenção às populações vulneráveis: priorizar pessoas que enfrentam dificuldades de acesso, incluindo moradores de áreas remotas.
- Acompanhamento individualizado: favorecer a articulação entre profissionais e serviços de saúde durante as diferentes etapas do cuidado.
Essas medidas têm como objetivo tornar o atendimento mais integrado e reduzir as dificuldades enfrentadas por pacientes e familiares.
Por que o diagnóstico e o tratamento oportunos são importantes?
A identificação do câncer e o início do tratamento no momento adequado são etapas importantes da assistência oncológica. Atrasos podem dificultar a continuidade do cuidado e, dependendo do tipo de tumor e de suas características, comprometer as possibilidades de tratamento.
Por isso, a organização dos serviços, a comunicação entre as equipes e o acompanhamento dos pacientes são fundamentais para facilitar o acesso aos cuidados necessários. A navegação não substitui consultas, exames ou decisões médicas. Seu papel é ajudar a coordenar o percurso do paciente pela rede de saúde e identificar dificuldades que possam comprometer o atendimento.
Em que etapa está o projeto de lei?
Em outubro de 2026, o PL 4.272/2021 continua em tramitação no Senado. A proposta recebeu parecer favorável do relator, senador Wilder Morais, com apresentação de um texto substitutivo, mas sua análise na Comissão de Assuntos Sociais foi adiada em agosto.
Portanto, as mudanças propostas ainda dependem da continuidade do processo legislativo. O projeto não deve ser apresentado como uma lei já aprovada ou como uma alteração que esteja integralmente em vigor.
Avanços no cuidado oncológico dependem de acesso e acompanhamento
A proposta reforça a importância de um atendimento oncológico que considere não apenas o diagnóstico e o tratamento, mas também as dificuldades enfrentadas pelos pacientes durante esse percurso.
O fortalecimento da navegação pode contribuir para uma assistência mais coordenada, humanizada e acessível. Enquanto o projeto segue em tramitação, buscar os serviços de saúde e manter o acompanhamento profissional são medidas importantes para quem precisa investigar sintomas ou dar continuidade ao tratamento.
Fontes:
Senado Federal — Projeto de Lei nº 4.272/2021: tramitação e detalhes da proposta:
https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/167996
Medicina S/A — Projeto visa aprimorar o atendimento a pessoas com câncer:
https://medicinasa.com.br/cas-atendimento-cancer/
Senado Federal — Lei nº 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer e o Programa Nacional de Navegação:
https://legis.senado.leg.br/norma/37953903/publicacao/37956177
Suplementação para idosos: quando faz sentido?
Com o envelhecimento, algumas mudanças podem afetar o apetite, a alimentação e a absorção de nutrientes. Por isso, é comum surgir a dúvida sobre a necessidade de usar vitaminas, minerais, proteínas ou outros suplementos.
Mas suplementação não é necessária para todas as pessoas idosas. A indicação depende da alimentação, do estado nutricional, das condições de saúde e das necessidades individuais.
Quando a suplementação pode fazer sentido?
Um suplemento pode ser considerado quando a alimentação não consegue fornecer determinados nutrientes em quantidade suficiente ou quando existe uma necessidade identificada por avaliação profissional. Algumas situações que podem exigir atenção incluem:
- Perda de peso ou redução importante do apetite;
- Alimentação insuficiente ou muito restritiva;
- Dificuldade para mastigar ou engolir;
- Deficiências nutricionais identificadas em avaliação;
- Maior necessidade de determinados nutrientes em situações específicas;
- Recuperação de doenças ou períodos de maior fragilidade.
Nesses casos, um médico ou nutricionista pode avaliar a necessidade de suplementação e indicar o produto, a quantidade e o período de uso mais adequados.
Proteínas também podem precisar de atenção
A ingestão adequada de proteínas ganha importância durante o envelhecimento porque ajuda na manutenção da massa muscular.
Para idosos saudáveis, recomendações internacionais costumam considerar uma ingestão de aproximadamente 1,0 a 1,2 g de proteína por quilo de peso corporal por dia, podendo ser maior em algumas situações, como doença, recuperação ou risco de desnutrição.
Isso não significa que toda pessoa idosa precise tomar suplemento proteico. O primeiro passo é avaliar se a alimentação já fornece a quantidade necessária.
E vitaminas e minerais?
Vitamina D, vitamina B12, cálcio, ferro e outros nutrientes podem receber atenção especial em determinadas situações, mas a necessidade de suplementação varia de pessoa para pessoa.
Por exemplo, a deficiência de vitamina B12 pode estar relacionada a alterações na absorção e ao uso prolongado de alguns medicamentos. Já a vitamina D pode exigir avaliação individual considerando idade, exposição solar, alimentação e outros fatores.
Por isso, tomar vitaminas por conta própria não é a melhor estratégia. Exames e avaliação profissional podem ajudar a identificar quando existe realmente uma necessidade.
Suplemento não substitui uma alimentação equilibrada
Mesmo quando indicado, o suplemento deve complementar a alimentação, e não substituir uma dieta variada. Frutas, verduras, legumes, feijões, cereais, ovos, carnes, leite e outros alimentos podem fornecer diferentes nutrientes importantes para a saúde. A alimentação deve ser adaptada às necessidades e condições de cada pessoa.
Atenção aos medicamentos
Pessoas idosas frequentemente utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo. Por isso, antes de iniciar qualquer suplemento, é importante informar ao médico ou nutricionista todos os medicamentos e outros produtos utilizados.
Alguns suplementos podem interferir na absorção ou no efeito de medicamentos, além de aumentar a ingestão de determinados nutrientes além do necessário.
Como saber se um suplemento é realmente necessário?
A avaliação deve considerar o conjunto de fatores que influenciam a alimentação e o estado nutricional, como peso, apetite, rotina alimentar, doenças, medicamentos e resultados de exames quando indicados. Em vez de escolher um suplemento apenas pela idade ou por propagandas, o ideal é buscar orientação profissional.
Conclusão
A suplementação pode fazer sentido para algumas pessoas idosas, mas não deve ser tratada como uma necessidade automática do envelhecimento. Deficiências nutricionais, alimentação insuficiente, perda de peso e necessidades específicas são algumas situações que podem levar à indicação de suplementos.
O mais importante é avaliar cada caso individualmente e lembrar que uma alimentação equilibrada continua sendo a principal fonte de nutrientes.
Fontes:
Ministério da Saúde — Alimentação saudável da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/alimentacao-saudavel
Ministério da Saúde — Guia Alimentar para a População Brasileira — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf
PROT-AGE Study Group — Evidence-based recommendations for optimal dietary protein intake in older people — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23867520/
ESPEN — Evidence-based recommendations for nutritional care of older people — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4208946/
National Institute on Aging — Dietary Supplements for Older Adults — https://www.nia.nih.gov/health/healthy-eating-nutrition-and-dietary-supplements/dietary-supplements-older-adults
Como organizar consultas, exames e medicamentos?
Quem precisa acompanhar uma ou mais condições de saúde pode ter uma rotina cheia de consultas, exames, receitas e medicamentos. Sem organização, fica mais fácil esquecer um horário, perder uma informação importante ou deixar de levar um exame para uma consulta.
Ter uma rotina organizada não substitui o acompanhamento profissional, mas pode facilitar o cuidado e contribuir para um tratamento mais seguro. O Ministério da Saúde destaca a importância de manter as informações de saúde atualizadas, esclarecer dúvidas e participar das decisões relacionadas ao cuidado.
Mantenha uma lista atualizada dos medicamentos
Anote os medicamentos utilizados, com nome, dose, horário e frequência indicados pelo profissional de saúde. Também registre medicamentos de uso eventual, suplementos e informações sobre alergias. Levar essa lista para consultas pode ajudar o profissional a conhecer melhor o tratamento em andamento. A Anvisa reforça que informações completas e claras sobre os medicamentos são importantes para a segurança do paciente.
Organize consultas e exames em um único lugar
Uma agenda física ou digital pode ajudar a concentrar compromissos relacionados à saúde. Além da data e do horário da consulta, vale registrar:
- Nome do profissional ou especialidade;
- Local do atendimento;
- Exames que precisam ser realizados;
- Data e horário dos exames;
- Orientações importantes para o preparo;
- Data prevista para retorno.
Sempre que possível, mantenha os resultados de exames anteriores organizados para facilitar o acompanhamento ao longo do tempo.
Crie lembretes para medicamentos e consultas
Alarmes no celular, calendários e aplicativos podem ajudar a lembrar horários de medicamentos, consultas e exames. Para quem utiliza vários medicamentos, estabelecer uma rotina pode facilitar a identificação dos horários. O importante é que a organização respeite exatamente a prescrição recebida.
Se houver dúvida sobre dose, horário ou forma de utilização, consulte o profissional responsável ou a bula. A Anvisa disponibiliza gratuitamente o Bulário Eletrônico com informações sobre medicamentos.
Separe os documentos e informações importantes
Ter um local específico para guardar receitas, resultados de exames, laudos e outros documentos de saúde evita que informações importantes sejam perdidas.
Uma pasta física ou uma pasta digital pode ser suficiente. O mais importante é conseguir encontrar rapidamente o que for necessário durante uma consulta. Também vale manter contatos dos profissionais e serviços de saúde utilizados.
Prepare-se antes da consulta
Antes de sair de casa, confira se está levando os documentos e informações necessários. Pode ser útil anotar previamente:
- Dúvidas que deseja esclarecer;
- Sintomas ou mudanças percebidas;
- Medicamentos utilizados;
- Efeitos indesejados observados;
- Exames recentes;
- Informações sobre mudanças no tratamento.
Durante a consulta, não tenha receio de perguntar quando algo não estiver claro. A participação do paciente e dos familiares é uma das estratégias incentivadas pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente.
Evite mudanças por conta própria
A organização da rotina deve ajudar a seguir o tratamento, e não substituir a orientação profissional. Não interrompa, troque ou altere a dose de um medicamento por conta própria. Se houver dificuldade para seguir os horários, efeitos indesejados ou dúvidas sobre o tratamento, converse com o profissional responsável.
Também é importante informar aos profissionais sobre todos os medicamentos utilizados, inclusive aqueles que não exigem receita.
Quando a rotina fica mais complexa
Para quem utiliza muitos medicamentos ou precisa de acompanhamento com diferentes profissionais, centralizar as informações pode fazer ainda mais diferença. Familiares e cuidadores também podem ajudar na organização, especialmente quando a pessoa tem dificuldade para lembrar compromissos ou administrar a rotina de cuidados.
A segurança do tratamento depende de diferentes etapas, desde a prescrição até o uso do medicamento. Por isso, manter as informações organizadas e compartilhá-las com a equipe de saúde pode contribuir para reduzir riscos.
Organização também é uma forma de cuidado
Não é necessário criar uma rotina complicada. Uma agenda, uma lista atualizada de medicamentos e um local para guardar exames e receitas já podem facilitar bastante o acompanhamento. O mais importante é encontrar uma forma de organização que seja simples, acessível e fácil de manter no dia a dia.
Conclusão
Organizar consultas, exames e medicamentos pode tornar a rotina de cuidados mais simples e segura. Manter uma lista atualizada de medicamentos, usar lembretes, guardar documentos e preparar as informações antes das consultas são medidas que ajudam a evitar esquecimentos e facilitar a comunicação com os profissionais de saúde. Mais do que controlar datas e horários, a organização permite acompanhar o próprio cuidado de forma mais ativa e consciente.
Fontes:
Ministério da Saúde — Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/dia-mundial-da-seguranca-do-paciente-veja-como-reduzir-riscos-no-tratamento-de-doencas-cronicas
Ministério da Saúde — Segurança do Paciente — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente
Anvisa — Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/protocolo-de-seguranca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos
Anvisa — Perguntas e respostas sobre bulas — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/perguntas-e-respostas-sobre-bulas
Anvisa — Como acessar o Bulário Eletrônico? — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/como-acessar-o-bulario-eletronico
Creatina além dos músculos: o que a ciência já sabe
Se você já ouviu falar de creatina, sabe que é conhecida principalmente por seu papel no desempenho físico e na manutenção da massa muscular. Porém, pesquisas recentes também investigam possíveis efeitos da substância em outras áreas, especialmente na função cerebral.
Os resultados são promissores, mas ainda não permitem afirmar que a creatina previna ou trate doenças neurológicas. Os possíveis benefícios dependem da população estudada e ainda precisam ser confirmados por pesquisas de maior qualidade.
A creatina pode beneficiar o cérebro?
O cérebro também utiliza creatina para produzir e armazenar energia. Por isso, pesquisadores estudam se a suplementação poderia influenciar funções como memória, atenção e velocidade de processamento.
Uma revisão sistemática publicada em 2024, que reuniu 16 estudos com 492 participantes, encontrou possíveis benefícios principalmente para memória e alguns aspectos da atenção e do processamento de informações. No entanto, os autores destacam que ainda são necessários estudos maiores para confirmar esses resultados.
Outra revisão, específica sobre pessoas mais velhas, encontrou uma possível relação entre creatina e desempenho cognitivo, especialmente em memória e atenção. Porém, os próprios pesquisadores classificaram as evidências como limitadas e apontaram a necessidade de estudos clínicos mais robustos.
E durante o envelhecimento?
Além da preservação da massa muscular, a creatina vem sendo estudada como parte das estratégias para manter a capacidade funcional durante o envelhecimento.
Uma revisão com 33 estudos e mais de mil participantes encontrou resultados favoráveis para alguns indicadores de função física em adultos mais velhos e pessoas com doenças crônicas.
Quando associada ao treinamento de força, a suplementação pode contribuir para ganhos de massa muscular, força e capacidade funcional em pessoas idosas.
A creatina melhora a memória?
Ainda não é possível afirmar que a creatina melhora a memória de todas as pessoas. Algumas pesquisas encontraram resultados positivos, mas outras apresentam resultados inconclusivos. Uma revisão publicada em 2024, por exemplo, considerou os efeitos sobre a cognição como ainda pouco consistentes.
Por isso, a creatina não deve ser utilizada como tratamento para perda de memória, demência ou outras doenças neurológicas sem indicação profissional.
-
Creatina Hardcore Integralmedica 150g R$59Creatina Hardcore é um suplemento alimentar da Integralmedica derivado de aminoácido, que contribui com a produção de energia, proporcionando treinos com mais força e disposição.
-
Creatina Lavitan 100 cápsulas R$89A Creatina Lavitan é um suplemento alimentar em cápsulas, composto por creatina monohidratada de alta qualidade, destinado a pessoas que buscam melhorar o desempenho físico e muscular.
A creatina é segura?
A creatina monohidratada apresenta um bom histórico de segurança quando utilizada adequadamente por pessoas saudáveis. Estudos também não encontraram evidências de prejuízo da função renal em indivíduos saudáveis.
Isso não significa que a suplementação seja indicada para todos. Pessoas com doença renal ou outras condições de saúde devem conversar com um profissional antes de utilizar o suplemento.
Creatina substitui uma alimentação saudável?
Não. A suplementação não substitui uma alimentação equilibrada nem a prática de atividade física. Quando indicada, a creatina deve fazer parte de uma estratégia individualizada, considerando alimentação, rotina de exercícios, idade, objetivos e condições de saúde.
Conclusão
Além de seus efeitos conhecidos sobre músculos e desempenho físico, a creatina vem sendo estudada por possíveis benefícios relacionados à função cerebral e à capacidade funcional durante o envelhecimento.
Apesar dos resultados promissores, as evidências sobre cognição ainda são limitadas. Por isso, a suplementação deve ser avaliada individualmente e não deve ser apresentada como forma de prevenir ou tratar doenças neurológicas.
Fontes:
PubMed — The effects of creatine supplementation on cognitive function in adults: a systematic review and meta-analysis — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39070254/
PubMed — Creatine and Cognition in Aging: A Systematic Review of Evidence in Older Adults — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40971619/
PubMed — Creatine supplementation research fails to support the theoretical basis for an effect on cognition — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38582412/
PubMed — Creatine supplementation for optimization of physical function in the patient at risk of functional disability — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38417175/
PubMed — Effects of Creatine Monohydrate Supplementation on Muscle, Bone and Brain: Hope or Hype for Older Adults? — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39509039/
PubMed — International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28615996/