Dose Certa

A relação surpreendente entre a sua barriga e o seu humor

Entenda o Eixo Intestino-Cérebro! Saiba como a microbiota influencia o humor, ansiedade e depressão e o que comer para equilibrar.

Introdução: o segundo cérebro

Durante muito tempo, o intestino foi visto apenas como um tubo digestivo, responsável pela absorção de nutrientes e pela excreção. No entanto, descobertas recentes o elevaram a um patamar muito mais alto: o de “segundo cérebro”. Esta analogia não é um exagero, pois o intestino abriga o Sistema Nervoso Entérico (SNE) e uma vasta colônia de microrganismos (a microbiota), que se comunicam incessantemente com o cérebro através de uma via bidirecional conhecida como o Eixo Intestino-Cérebro.

Entender essa comunicação é crucial para quem busca melhorar não apenas a digestão, mas também o humor, a ansiedade e até mesmo a saúde mental.

A via de comunicação: o nervo vago

A principal “rodovia” de comunicação entre o intestino e o cérebro é o Nervo Vago. Este nervo é a maior via de transmissão do Sistema Nervoso Parassimpático (a parte do sistema nervoso responsável pelo “descanso e digestão”).

  • Sinais Bidirecionais: O nervo vago transmite informações do cérebro para o intestino (como o estresse pode causar dor de estômago), mas, mais importante, ele transmite informações do intestino para o cérebro (como a saúde da sua microbiota afeta seu estado emocional).

  • Velocidade e Resposta: O intestino, através do nervo vago e dos seus próprios neurônios, consegue enviar sinais para o cérebro muito mais rapidamente do que o cérebro consegue enviar para o intestino.

O papel da microbiota: a fábrica de neurotransmissores

A microbiota intestinal é o grande motor do Eixo Intestino-Cérebro. Esses trilhões de bactérias, fungos e outros microrganismos não são apenas passageiros; eles são uma fábrica química que influencia diretamente a neuroquímica cerebral.

  • Produção de Serotonina: Cerca de 90% da serotonina do corpo (o neurotransmissor do bem-estar e da felicidade) é produzida e armazenada no intestino. Embora a serotonina produzida no intestino não atravesse diretamente a barreira hematoencefálica, ela influencia os neurônios intestinais que, por sua vez, sinalizam o cérebro.

  • GABA e Calma: Algumas bactérias intestinais produzem o GABA (Ácido Gama-aminobutírico), um neurotransmissor que tem um efeito calmante no sistema nervoso central. A presença de cepas produtoras de GABA no intestino está ligada à redução da ansiedade.

  • Ácidos Graxos de Cadeia Curta (AGCC): A fermentação de fibras (prebióticos) pelas bactérias produz AGCC (como o butirato). O butirato é vital para a saúde da barreira intestinal e tem mostrado capacidade de reduzir a inflamação cerebral e influenciar o eixo do estresse (eixo HPA).

Disbiose e disfunção: quando a comunicação falha

A disfunção do eixo ocorre quando há disbiose, um desequilíbrio na composição ou função da microbiota.

  • Aumento da Permeabilidade: A disbiose pode levar a um aumento da permeabilidade intestinal (popularmente conhecida como “intestino vazando”). Isso permite que substâncias inflamatórias entrem na corrente sanguínea, alcançando o cérebro e promovendo um estado de inflamação crônica de baixo grau, que está fortemente associada à depressão e ansiedade.

  • Vulnerabilidade ao Estresse: Uma microbiota pobre ou desequilibrada torna o indivíduo mais vulnerável aos efeitos negativos do estresse psicológico, criando um círculo vicioso.

Como otimizar o eixo para melhorar o humor

Otimizar a saúde intestinal é uma estratégia poderosa e acessível para apoiar o bem-estar mental.

  1. Dieta Rica em Fibras e Prebióticos: Consumir alimentos ricos em fibras não digeríveis (prebióticos), como alho, cebola, banana verde e aveia, serve de alimento para as bactérias benéficas, promovendo a produção de AGCC.

  2. Alimentos Fermentados (Probióticos Naturais): Incluir iogurte natural com culturas vivas, kefir e kombucha na dieta pode ajudar a aumentar a diversidade da microbiota.

  3. Redução de Processados: Diminuir drasticamente a ingestão de açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, que alimentam as bactérias patogênicas e promovem a inflamação.

  4. Atenção aos Psicobióticos: Em alguns casos, o uso de suplementos probióticos específicos (conhecidos como psicobióticos) que demonstraram ter um efeito positivo no humor e na cognição pode ser recomendado por um profissional de saúde.

Conclusão: cuide do seu intestino, cuide da sua mente

O Eixo Intestino-Cérebro desmistifica a separação entre a saúde física e mental. As emoções que sentimos podem afetar o nosso estômago, mas, da mesma forma, o que comemos e a saúde do nosso intestino têm um impacto profundo no nosso cérebro. Investir em uma dieta diversificada e na saúde da microbiota não é apenas sobre digestão; é sobre construir uma base biológica para um humor mais estável e uma mente mais saudável.

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O intestino influencia a imunidade? Entenda a relação
O intestino abriga grande parte das células de defesa do organismo e pode influenciar o funcionamento do sistema imunológico.

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Durante muito tempo, o intestino foi associado apenas à digestão dos alimentos. Hoje, a ciência sabe que ele também desempenha um papel importante no funcionamento do sistema imunológico.

Especialistas explicam que uma parte significativa das células de defesa do organismo está localizada no intestino, onde existe uma interação constante entre o sistema imunológico e a chamada microbiota intestinal, conjunto de bactérias, fungos e outros microrganismos que vivem naturalmente no trato gastrointestinal.

Como o intestino participa da imunidade?

O intestino funciona como uma das principais barreiras de proteção do organismo contra agentes externos. Além de auxiliar na digestão e absorção de nutrientes, ele abriga células do sistema imunológico responsáveis por identificar ameaças e ajudar na defesa contra microrganismos potencialmente prejudiciais.

A microbiota intestinal participa desse processo ao interagir continuamente com essas células, contribuindo para o desenvolvimento e o funcionamento adequado da resposta imunológica.

O que acontece quando há desequilíbrio na microbiota?

Alterações na composição da microbiota intestinal, conhecidas como disbiose, vêm sendo estudadas por sua possível relação com processos inflamatórios e diferentes condições de saúde.

No entanto, especialistas destacam que a relação entre microbiota e imunidade ainda está sendo investigada e que muitos mecanismos continuam em estudo pela comunidade científica.

Como cuidar da saúde intestinal?

Embora não exista uma fórmula única para “fortalecer” a imunidade pelo intestino, alguns hábitos estão associados à manutenção da saúde intestinal:

  • Consumir alimentos ricos em fibras;
  • Manter uma alimentação variada e equilibrada;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Dormir adequadamente;
  • Evitar o uso de medicamentos sem orientação profissional;
  • Buscar acompanhamento médico em caso de sintomas persistentes relacionados ao intestino.

Probióticos são necessários para todos?

Não necessariamente. O uso de probióticos deve ser individualizado e orientado por um profissional de saúde, já que nem todas as pessoas se beneficiam da suplementação e os efeitos podem variar conforme o contexto clínico.

Conclusão

O intestino exerce funções que vão muito além da digestão e participa ativamente da comunicação com o sistema imunológico. Embora ainda existam muitos aspectos sendo estudados pela ciência, manter hábitos saudáveis e cuidar da saúde intestinal pode contribuir para o equilíbrio do organismo como um todo.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Imunologia — O intestino e o sistema imune: https://sbi.org.br/dia-da-imunologia/o-intestino-e-o-sistema-imune/

Harvard University — Immune System: https://www.harvard.edu/in-focus/immune-system/

Harvard T.H. Chan School of Public Health — The Microbiome: https://nutritionsource.hsph.harvard.edu/microbiome/

Nature Reviews Immunology — Role of the gut microbiota in immunity and inflammatory disease: https://www.nature.com/articles/nri3430

Harvard Health Publishing — Healthy gut, healthier aging: https://www.health.harvard.edu/healthy-aging-and-longevity/healthy-gut-healthier-aging

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Climatério e menopausa: entenda as diferenças entre as fases
Entenda as diferenças entre o climatério e a menopausa, conheça os sintomas mais comuns e saiba quando procurar orientação médica.

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Embora muitas vezes sejam usados como sinônimos, climatério e menopausa não significam a mesma coisa.

A menopausa corresponde à última menstruação da mulher e só é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar. Já o climatério é um período mais amplo, marcado pela transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva, podendo começar por volta dos 40 anos e se estender até aproximadamente os 65 anos.

O climatério é a transição e a menopausa é um marco

Especialistas explicam que a menopausa acontece dentro do climatério. Durante essa fase, ocorre uma redução gradual da produção hormonal pelos ovários, especialmente dos níveis de estrogênio, o que pode provocar mudanças físicas e emocionais em diferentes intensidades para cada mulher.

Quais sintomas podem surgir?

Nem todas as mulheres apresentam sintomas e, quando eles aparecem, a intensidade pode variar bastante. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Ondas de calor (fogachos)
  • Suores noturnos
  • Alterações do sono
  • Mudanças de humor
  • Irregularidade menstrual
  • Ressecamento vaginal
  • Redução da libido
  • Dificuldade de concentração
  • Cansaço e irritabilidade

Especialistas reforçam que essas manifestações fazem parte de uma fase natural da vida da mulher e não devem ser encaradas como uma doença.

Toda mulher precisa de tratamento?

Não necessariamente. Segundo as entidades médicas, muitas mulheres atravessam o climatério com poucos sintomas ou sem necessidade de tratamento medicamentoso. Outras podem apresentar desconfortos que afetam o sono, o bem-estar e a qualidade de vida, situações em que a avaliação médica se torna importante para discutir opções terapêuticas individualizadas.

Quando procurar orientação médica?

Alterações que impactam a rotina, o humor, o sono ou a qualidade de vida merecem atenção. O acompanhamento com um ginecologista ajuda a diferenciar sintomas do climatério de outras condições de saúde e permite avaliar estratégias para reduzir desconfortos e preservar a saúde cardiovascular, óssea e metabólica durante essa fase da vida.

Conclusão

Entender a diferença entre climatério e menopausa ajuda a compreender melhor as mudanças que acontecem no organismo feminino ao longo do envelhecimento. Enquanto a menopausa representa o fim da fase reprodutiva, o climatério corresponde ao período de transição que envolve adaptações hormonais e físicas que podem variar de mulher para mulher.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre climatério e menopausa?

O climatério é o período de transição hormonal entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da mulher. Já a menopausa corresponde à última menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar.

Com quantos anos a menopausa costuma acontecer?

A menopausa geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, embora essa faixa possa variar entre as mulheres.

Toda mulher apresenta ondas de calor durante a menopausa?

Não. Os fogachos são comuns, mas nem todas as mulheres apresentam esse sintoma durante o climatério ou a menopausa.

Quais são os sintomas mais comuns do climatério?

Ondas de calor, suor noturno, alterações do sono, mudanças de humor, irregularidade menstrual e ressecamento vaginal estão entre os sintomas mais frequentes.

Quando é recomendado procurar orientação médica?

A avaliação médica é importante quando os sintomas começam a afetar o sono, a rotina ou a qualidade de vida, permitindo uma abordagem individualizada para cada mulher.

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Como evitar erros com medicamentos em casa?
Organização, atenção aos horários e orientação profissional ajudam a reduzir erros com medicamentos no dia a dia. Veja cuidados para tornar a rotina segura.

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Tomar o medicamento errado, esquecer uma dose ou confundir horários são situações mais comuns do que parecem e podem comprometer a segurança e a eficácia do tratamento.

Segundo especialistas, grande parte dos erros relacionados ao uso de medicamentos acontece dentro de casa, especialmente entre pessoas que utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo ou dependem do apoio de familiares e cuidadores.

A boa notícia é que algumas medidas simples podem ajudar a tornar a rotina mais segura.

Organização é uma das principais aliadas

Manter os medicamentos organizados e identificados corretamente reduz o risco de trocas e esquecimentos. Separar os medicamentos por dia e horário, utilizar lembretes ou contar com sistemas de organização pode facilitar a adesão ao tratamento e diminuir a chance de erros.

Atenção aos horários e orientações

Cada medicamento possui recomendações específicas sobre horários, doses e forma de administração. Alterar horários por conta própria, interromper o tratamento antes do prazo ou dobrar a dose após um esquecimento são situações que podem trazer riscos e devem ser evitadas. Em caso de dúvidas, a orientação médica ou farmacêutica é sempre a melhor opção.

Evite armazenar medicamentos de forma inadequada

Calor, umidade e exposição à luz podem comprometer a qualidade de alguns medicamentos. Por isso, especialistas recomendam armazená-los conforme as orientações da embalagem ou da bula e evitar locais como banheiros e cozinhas muito quentes ou úmidas.

Atenção redobrada em tratamentos com vários medicamentos

Pessoas que utilizam diferentes medicamentos ao longo do dia estão mais sujeitas a confusões relacionadas a horários e doses. Nesses casos, a organização da rotina e o acompanhamento profissional tornam-se ainda mais importantes para garantir a segurança do tratamento.

Revisões periódicas também ajudam

Consultar regularmente o médico permite revisar prescrições, esclarecer dúvidas e identificar possíveis interações ou ajustes necessários. Esse acompanhamento contribui para um uso mais seguro e eficaz dos medicamentos.

Conclusão

Evitar erros com medicamentos em casa passa por organização, atenção e acompanhamento profissional. Pequenos cuidados no dia a dia podem reduzir riscos, melhorar a adesão ao tratamento e trazer mais segurança para pacientes, familiares e cuidadores.

Quer saber mais sobre como podemos ajudar você a organizar seus medicamentos? Acesse nossa página e se informe.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde (OMS) – Medication Without Harm Global Patient Safety Challenge – https://www.who.int/initiatives/medication-without-harm

Ministério da Saúde – Uso Racional de Medicamentos – https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/uso-racional-de-medicamentos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Segurança do Paciente – https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/seguranca-do-paciente

Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil) – Boletins – https://ismp-brasil.org/boletim/

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vacina pneumo20

A vacina pneumocócica conjugada 20-valente, conhecida como Pneumo 20, vem ampliando a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por infecções como pneumonia, meningite e sepse.

A principal novidade da vacina é a cobertura contra 20 sorotipos do pneumococo, oferecendo proteção mais ampla em comparação com versões anteriores disponíveis no mercado.

Proteção reforçada para grupos de risco

As doenças pneumocócicas podem representar maior risco para idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e pacientes com o sistema imunológico comprometido.

Segundo especialistas, a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir complicações graves associadas ao pneumococo, reduzindo o risco de hospitalizações e casos graves da doença.

O que muda com a Pneumo 20?

A vacina amplia a cobertura contra sorotipos que também estão associados a infecções invasivas e quadros graves.

Essa proteção adicional busca acompanhar as mudanças na circulação da bactéria e fortalecer a prevenção em populações mais vulneráveis.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

Além de ajudar na proteção individual, a vacinação contribui para reduzir a circulação do pneumococo na comunidade.

A recomendação da vacina deve ser avaliada por um profissional de saúde, levando em consideração fatores como idade, histórico vacinal e condições clínicas.

Conclusão

Com proteção ampliada contra 20 sorotipos do pneumococo, a Pneumo 20 representa um avanço na prevenção de doenças potencialmente graves. Manter a vacinação em dia continua sendo uma das principais medidas para proteger a saúde ao longo da vida.

Fontes:

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