Tabaco, álcool e câncer no intestino: entenda a relação
- junho 30, 2025
- 8:00 am

A relação entre o tabagismo, o consumo de álcool e o câncer no intestino
O câncer colorretal, que afeta o intestino grosso e o reto, é um dos tipos mais frequentes no Brasil e no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o segundo mais comum entre mulheres e o terceiro entre homens no país. Embora vários fatores possam influenciar o seu surgimento, os hábitos de vida têm um papel importante, especialmente o consumo de álcool e o tabagismo.
Compreender como esses comportamentos afetam o intestino é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce, que aumentam consideravelmente as chances de cura.
Como o tabagismo afeta o intestino?
Os danos do cigarro vão muito além do pulmão. O tabagismo libera mais de 70 substâncias cancerígenas, que afetam diferentes partes do corpo, inclusive o sistema digestivo.
Estudos mostram que o cigarro pode:
Aumentar o risco de mutações nas células intestinais
Estimular a inflamação crônica do revestimento do intestino
Reduzir a eficácia do sistema imunológico em eliminar células anormais
Prejudicar a microbiota intestinal, que tem papel protetor contra tumores
De acordo com a International Agency for Research on Cancer (IARC), da Organização Mundial da Saúde, o tabagismo está diretamente associado ao aumento do risco de câncer colorretal, especialmente em fumantes de longa data ou ex-fumantes recentes.
Qual é o impacto do álcool?
O consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas também está ligado ao maior risco de câncer no intestino. O álcool é metabolizado no organismo em uma substância chamada acetaldeído, que é tóxica e pode danificar o DNA celular.
Além disso, o álcool contribui para:
Aumento da inflamação intestinal
Alterações na absorção de nutrientes protetores, como ácido fólico
Desequilíbrio da microbiota
Estímulo à proliferação de células anormais
Segundo uma revisão publicada na revista The Lancet Oncology (2023), mesmo o consumo moderado de álcool (uma dose por dia) pode elevar o risco de câncer colorretal. O risco aumenta proporcionalmente à quantidade e frequência da ingestão.
Fatores combinados: risco ainda maior
O tabagismo e o álcool, quando combinados, não apenas somam seus efeitos, eles os potencializam. Juntos, aumentam significativamente a exposição do organismo a processos inflamatórios, toxinas e alterações celulares.
Para quem já tem histórico familiar de câncer intestinal ou outras condições de risco (como pólipos, colite ulcerativa ou obesidade), manter esses hábitos pode acelerar o desenvolvimento da doença.
O que fazer para se proteger?
A boa notícia é que a mudança de hábitos reduz consideravelmente o risco, mesmo para quem fumou ou consumiu álcool por muitos anos. As principais estratégias de prevenção incluem:
Parar de fumar, com apoio médico e terapias específicas
Reduzir ou evitar o consumo de álcool
Adotar uma alimentação rica em fibras, frutas, vegetais e grãos integrais
Praticar atividade física regularmente
Manter o peso adequado
Fazer exames de rastreamento a partir dos 45 anos, ou antes, se houver histórico familiar
A colonoscopia, por exemplo, é um exame que permite identificar e remover lesões pré-cancerígenas antes que evoluam. Seu uso é fundamental na detecção precoce e deve ser indicado por um médico.
Conclusão
Cuidar da saúde intestinal é também repensar escolhas do dia a dia. Evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool são atitudes poderosas para prevenir o câncer colorretal e tantas outras doenças crônicas.
A Drogasil Dose Certa está ao seu lado nessa jornada, oferecendo informação confiável, orientação farmacêutica e suporte para quem deseja transformar hábitos com consciência e responsabilidade.

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Vitaminas e suplementos: posso tomar mais de um ao mesmo tempo?
- agosto 22, 2025
- 8:23 am

Vitaminas e suplementos: posso tomar mais de um ao mesmo tempo?
Nos últimos anos, o uso de vitaminas e suplementos nutricionais tem crescido significativamente, impulsionado pelo interesse crescente em saúde, prevenção e qualidade de vida. Muitas pessoas recorrem a esses produtos para suprir carências nutricionais, melhorar o desempenho físico, aumentar a imunidade ou prevenir doenças. Mas surge uma dúvida comum: é seguro tomar mais de um suplemento ao mesmo tempo?
Neste artigo, abordamos com base em evidências científicas os cuidados, benefícios e riscos da suplementação múltipla, ajudando você a fazer escolhas conscientes e seguras.
O que são vitaminas e suplementos e por que são usados?
Vitaminas são nutrientes essenciais que o organismo necessita em pequenas quantidades para funcionar corretamente. Quando a alimentação não fornece todos esses nutrientes em quantidade suficiente, a suplementação pode ser recomendada. Os suplementos vão além das vitaminas, podendo incluir minerais, aminoácidos, antioxidantes e outros compostos bioativos.
O objetivo do uso desses produtos varia: desde corrigir deficiências, apoiar funções específicas do corpo, até promover o bem-estar geral. Porém, nem sempre mais é melhor, e a combinação de vários suplementos requer atenção especial.
É comum tomar vários suplementos simultaneamente?
Sim, especialmente em casos onde há necessidade comprovada, como deficiência de múltiplos nutrientes, condições crônicas ou fases específicas da vida (gestação, envelhecimento, prática esportiva intensa). Por exemplo:
A combinação de vitamina D e cálcio para fortalecer os ossos.
Complexos vitamínicos que reúnem várias vitaminas do complexo B para apoio metabólico.
Uso simultâneo de magnésio e potássio para equilíbrio eletrolítico.
No entanto, o uso simultâneo deve ser monitorado para evitar excessos e interações.
Quais os riscos de tomar vários suplementos ao mesmo tempo?
Hipervitaminose e toxicidade
Algumas vitaminas, como as lipossolúveis (A, D, E e K), acumulam-se no organismo e podem causar toxicidade quando consumidas em excesso. Sintomas podem variar de náuseas e dores musculares a complicações mais graves, como danos hepáticos.
Interação entre suplementos e medicamentos
Suplementos podem interferir na absorção ou metabolismo de medicamentos. Por exemplo, a vitamina K pode reduzir a eficácia de anticoagulantes; o uso excessivo de cálcio pode afetar a absorção de certos antibióticos.
Sobrecarga renal e hepática
Excesso de minerais como ferro e zinco pode sobrecarregar os rins e o fígado, órgãos responsáveis por filtrar e metabolizar substâncias.
Efeitos colaterais e reações adversas
Náuseas, dores de cabeça, alterações gastrointestinais e outros sintomas podem surgir da interação entre diferentes suplementos ou do uso inadequado.
Como saber se preciso tomar mais de um suplemento?
O ideal é realizar avaliação clínica e exames laboratoriais para identificar possíveis deficiências e necessidades nutricionais específicas. Um profissional de saúde qualificado — como médico ou nutricionista — pode indicar a suplementação adequada e segura, considerando seu perfil individual, dieta e uso de medicamentos.
Dicas para usar suplementos com segurança
Consulte sempre um profissional antes de iniciar a suplementação. Nunca tome suplementos por conta própria, especialmente em combinação.
Informe ao profissional sobre todos os medicamentos e suplementos que usa. Isso ajuda a prevenir interações indesejadas.
Escolha suplementos com registro na Anvisa. Produtos regulamentados passam por avaliação de qualidade e segurança.
Siga a dosagem recomendada. Evite aumentar a dose esperando melhores resultados, pois isso pode ser prejudicial.
Mantenha uma alimentação equilibrada. Suplementos devem complementar a dieta, não substituí-la.
Quando a suplementação pode ser especialmente necessária?
Em idosos, que frequentemente apresentam menor absorção e maior demanda por determinados nutrientes.
Durante a gravidez e amamentação, quando as necessidades nutricionais aumentam.
Em pessoas com restrições alimentares ou dietas restritivas.
Pacientes com doenças crônicas que afetam a absorção ou uso de nutrientes.
Conclusão
Tomar mais de um suplemento ao mesmo tempo pode ser uma estratégia válida e segura, desde que baseada em avaliação profissional, necessidades reais e com acompanhamento adequado. A automedicação e o uso indiscriminado aumentam riscos e podem causar danos à saúde.
A Drogasil Dose Certa reforça a importância do uso consciente e informado de vitaminas e suplementos para promover saúde e bem-estar. Conte sempre com orientação especializada e escolha produtos de qualidade para o seu cuidado diário.

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O que você precisa saber sobre remédios de tarja preta
- agosto 20, 2025
- 9:16 am

O que você precisa saber sobre remédios de tarja preta
Os medicamentos de tarja preta são aqueles que exigem receita médica controlada, por atuarem diretamente no sistema nervoso central. Eles podem ser usados para tratar condições como ansiedade, depressão, insônia, epilepsia, transtornos psiquiátricos e déficit de atenção, mas sempre com acompanhamento profissional.
O que significa tarja preta?
A tarja preta é uma faixa escura que aparece na embalagem do medicamento acompanhada da frase “Venda sob prescrição médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência”.
Esse aviso indica que o remédio só pode ser vendido com receita especial e controlada pela Anvisa.
Quais são os remédios de tarja preta?
Entre os principais medicamentos de tarja preta estão:
Ansiolíticos e calmantes: como clonazepam (Rivotril), diazepam (Valium) e alprazolam.
Antidepressivos específicos: como a fluoxetina e a sertralina em determinadas formulações.
Antipsicóticos: como quetiapina, olanzapina, risperidona e haloperidol.
Estimulantes: como metilfenidato (Ritalina, Concerta), usados no tratamento do TDAH.
Quais são os calmantes de tarja preta?
Os calmantes mais conhecidos que pertencem a essa categoria são os benzodiazepínicos, entre eles:
Clonazepam
Diazepam
Lorazepam
Alprazolam
Esses medicamentos ajudam a reduzir a ansiedade e controlar crises de pânico, mas não devem ser usados sem acompanhamento médico, pois podem causar dependência.
Quais são os antidepressivos de tarja preta?
Nem todos os antidepressivos são de tarja preta. Os que entram nessa categoria geralmente são usados em quadros mais graves ou quando há risco de dependência. Alguns exemplos:
Amitriptilina
Nortriptilina
Clomipramina
Fluoxetina e sertralina (dependendo da dosagem e formulação)
Qual o remédio mais forte psiquiátrico?
Não existe um “remédio mais forte” absoluto. A força de um medicamento depende da doença, da dose e da resposta de cada paciente. Porém, em geral, os antipsicóticos e alguns estabilizadores de humor (como a quetiapina ou o haloperidol) são considerados de ação mais intensa.
A importância do acompanhamento médico
O uso de medicamentos de tarja preta nunca deve ser feito por conta própria. Eles podem trazer benefícios importantes quando bem indicados, mas o uso sem orientação pode gerar efeitos colaterais graves e até dependência.
Se você faz uso de algum desses medicamentos, mantenha sempre o acompanhamento médico e siga corretamente a prescrição.
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O risco que há no excesso de sal
- agosto 19, 2025
- 8:00 am

O risco que há no excesso de sal
O sal é um tempero presente em praticamente todas as cozinhas do mundo. Ele realça o sabor dos alimentos e é essencial para o funcionamento do corpo, já que ajuda a controlar o equilíbrio de líquidos e o funcionamento dos músculos e nervos. No entanto, o consumo excessivo de sal pode trazer sérios riscos à saúde.
Por que o sal é importante para o corpo?
O sódio, presente no sal, é um mineral fundamental para várias funções corporais, como manter o equilíbrio hídrico, ajudar na contração muscular e na transmissão de impulsos nervosos. O problema surge quando seu consumo ultrapassa os limites recomendados.
Quais os riscos do excesso de sal?
O consumo exagerado de sal está diretamente associado a vários problemas de saúde, como:
Hipertensão arterial (pressão alta): O sódio em excesso faz o corpo reter água, aumentando o volume de sangue e, consequentemente, a pressão nas artérias.
Doenças cardiovasculares: A pressão alta é um dos principais fatores de risco para infarto e AVC.
Problemas renais: O excesso de sódio sobrecarrega os rins, podendo levar a insuficiência renal.
Osteoporose: O sal em excesso pode aumentar a perda de cálcio pelos ossos, tornando-os mais frágeis.
Retenção de líquidos e inchaço: O sal faz o corpo armazenar mais líquido, causando desconforto e aumento de peso temporário.
Qual é a quantidade recomendada de sal?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de sódio não ultrapasse 2 gramas, o que corresponde a cerca de 5 gramas de sal (uma colher de chá). Porém, estudos mostram que a maioria da população brasileira consome o dobro desse valor.
Dicas para reduzir o consumo de sal
Evite alimentos ultraprocessados, que geralmente têm alto teor de sódio.
Use temperos naturais, como ervas e especiarias, para dar sabor aos pratos.
Leia os rótulos dos alimentos para identificar o teor de sódio.
Evite colocar sal na mesa; prefira temperar a comida durante o preparo, com moderação.
Reduza o consumo de embutidos, que são ricos em sal.
Conclusão
Controlar o consumo de sal é essencial para manter a saúde do coração, dos rins e dos ossos. Pequenas mudanças nos hábitos alimentares já podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida. A Dose Certa incentiva o cuidado com a alimentação para uma vida mais saudável e equilibrada.

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Os principais cuidados para se ter com um idoso diabético
- agosto 15, 2025
- 8:00 am

Os principais sintomas e os cuidados para se ter com um idoso diabético
O diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns entre os idosos e exige atenção constante para garantir qualidade de vida. Com o avanço da idade, os sintomas podem ser diferentes e mais difíceis de identificar. Por isso, entender os sinais e saber como cuidar faz toda a diferença.
Neste post, a Dose Certa explica como reconhecer o diabetes em pessoas idosas e quais são os cuidados essenciais no dia a dia.
Como o diabetes afeta os idosos?
O envelhecimento traz mudanças no metabolismo e na resposta do corpo à insulina, o que pode tornar o controle da glicose mais difícil. Além disso, muitos idosos convivem com outras condições de saúde, o que torna o tratamento mais delicado.
O diabetes mal controlado aumenta o risco de:
Doenças cardiovasculares
Problemas renais
Perda da visão
Feridas que demoram a cicatrizar
Quedas, devido à tontura ou fraqueza
Principais sintomas de diabetes em idosos
Alguns sinais podem ser discretos, confundidos com o próprio envelhecimento. Fique atento a sintomas como:
Sede excessiva
Vontade de urinar com frequência
Fadiga constante
Perda de peso sem explicação
Visão embaçada
Infecções recorrentes (urinárias, de pele, gengivais)
Alterações no humor ou confusão mental
Se o idoso apresentar dois ou mais desses sintomas com frequência, é fundamental procurar um médico.
Cuidados essenciais com o idoso diabético
1. Alimentação equilibrada
Adotar uma dieta com baixo teor de açúcar e carboidratos simples ajuda a manter a glicemia controlada. O ideal é incluir frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e muita água ao longo do dia.
2. Controle de medicamentos
Muitos idosos tomam mais de um remédio por dia. Por isso, é importante ter um sistema de organização como a box Dose Certa, que evita esquecimentos ou trocas de medicação. Isso garante mais segurança e adesão ao tratamento.
3. Monitoramento da glicemia
Aferir a glicose em casa, com orientação médica, ajuda a prevenir picos e quedas perigosas. Os horários e frequência de medição devem seguir o plano do profissional de saúde.
4. Cuidados com os pés
Feridas nos pés são comuns em pessoas com diabetes e podem evoluir para quadros graves. Examine os pés do idoso todos os dias e mantenha-os limpos, secos e hidratados. Roupas e calçados confortáveis também fazem diferença.
5. Estímulo à atividade física
Movimentar o corpo de forma leve e regular ajuda a controlar o açúcar no sangue e melhora o humor. Caminhadas curtas, alongamentos e exercícios guiados são boas opções.
6. Apoio emocional
O diagnóstico e o tratamento do diabetes podem afetar o emocional. Incentivar conversas, visitas e momentos de lazer é tão importante quanto cuidar da parte física.
Conclusão
Cuidar de um idoso com diabetes exige atenção, carinho e informação. Reconhecer os sintomas e adotar uma rotina de cuidados com alimentação, medicação organizada e apoio emocional contribui para uma vida mais saudável, ativa e tranquila.
